CDI: o que é e como ele afeta seus investimentos em renda fixa
Se você já viu um investimento anunciado como "rende 100% do CDI" ou "CDI + 2%", mas nunca soube exatamente o que isso significa na prática, não está sozinho — o CDI é uma das siglas mais citadas (e menos explicadas) do mundo dos investimentos brasileiros.
O que é o CDI
O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é a taxa média que os bancos cobram uns dos outros em empréstimos de curtíssimo prazo, geralmente de um dia. Ele acompanha de perto a taxa Selic (a taxa básica de juros da economia), ficando historicamente um pouco abaixo dela.
Por que investimentos usam o CDI como referência
Como o CDI reflete o custo do dinheiro entre bancos, ele virou o principal benchmark (referência de comparação) para investimentos de renda fixa no Brasil — CDBs, LCIs, LCAs e fundos costumam anunciar seu rendimento como um percentual do CDI, porque isso facilita comparar diferentes produtos de bancos diferentes de forma padronizada.
100% do CDI é bom?
Depende do prazo e do que você está comparando. Um investimento que rende 100% do CDI, com o desconto do Imposto de Renda regressivo (que diminui quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado), costuma superar a poupança na maioria dos cenários — a poupança tem uma regra de rendimento fixa que, na prática, quase sempre perde para 100% do CDI em prazos mais longos.
De olho no Imposto de Renda
Diferente da poupança (isenta de IR), a maioria dos investimentos referenciados no CDI paga Imposto de Renda regressivo: começa em 22,5% para resgates em até 180 dias e cai até 15% acima de 720 dias. Por isso, comparar "rendimento bruto" nunca conta a história toda.
Compare de verdade
No nosso simulador de renda fixa (CDI), você informa o percentual do CDI oferecido e o prazo, e vê o rendimento líquido já descontado o Imposto de Renda — com a comparação direta contra a poupança no mesmo período.